Em nota, Polícia Militar volta atrás na suspeita contra estudante baleado

O comando do 33° Batalhão da Polícia Militar divulgou nota no início da tarde desta terça-feira, 28, com esclarecimentos sobre a conduta da corporação no episódio desta segunda, 27, em Paraty, quando bandidos armados tentaram assaltar uma loja da rede Casas Bahia, no Centro da cidade. No tiroteio entre policiais e bandidos que seguiu-se ao crime, o jovem Tovick Coelho (foto), 16, foi baleado. Ele morreu na noite de ontem mesmo, vítima da perfuração pelo abdômen que atingiu a veia cava, na região do tórax. A nota divulgada hoje pela PM nega que a Polícia tenha colocado o jovem na lista de suspeitos do crime, como veiculado durante parte do dia de ontem por vários meios de comunicação tendo por base informações fornecidas pela própria PM nas primeiras horas após o incidente.

Eis o que diz um trecho do comunicado:

“A Polícia Militar vem a público esclarecer que em momento algum afirmou que o adolescente atingido na tentativa de assalto a loja das Casas Bahia em Paraty era um dos envolvidos na ação.

A atuação da Polícia Militar foi imediata e dentro da técnica adequada, mostrando que estamos trabalhando com seriedade e responsabilidade, prendendo um dos assaltantes no local e apreendendo uma pistola e, mais dois assaltantes no hospital de Cunha/SP, onde um deles se encontrava ferido, sendo recuperada a carga roubada e dois veículos utilizados na ação. Ressalta-se que nesta ocorrência tivemos um policial baleado durante o confronto.

A suposição de que o adolescente era um dos integrantes da quadrilha, baseou-se em depoimentos prestados por funcionários da loja, o qual foi reconhecido formalmente através de termo em sede Distrital”.

A Polícia também se disse solidária à família do jovem morto e que instaurou um procedimento interno para apurar a atuação dos policiais militares envolvidos. A investigação do episódio será conduzida pela 167° DP (Paraty) que também deverá ouvir os próprios policiais militares. Pelo menos três homens foram presos após o assalto.

Também em nota, a prefeitura de Paraty disse lamentar o episódio e prometeu acompanhar as investigações para esclarecer as causas da morte do adolescente, que passava em frente às Casas Bahia na hora do crime, em direção ao colégio Cembra, onde estudava. Familiares e amigos protestaram nas redes sociais contra a Polícia Militar e os veículos da Imprensa que divulgaram a suposta participação do jovem no episódio.

Fotos: Reprodução

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