Vazamento de esgoto no Centro Histórico de Paraty é culpa de quem?

A imagem de uma ‘língua’ de esgoto em pleno Centro Histórico de Paraty ganhou as redes sociais no final do ano passado. Em geral, a prefeitura da cidade acaba sendo responsabilizada pelo fato. Só que a situação, como apurou o Tribuna Livre não é bem assim. É que o Centro Histórico da cidade já convive há vários anos com a falta de atenção de alguns comerciantes que, por economia ou desleixo mesmo, não fazem a manutenção adequada de suas fossas e sumidouros. Não raro ocorrem vazamentos que, em geral, acabam sendo imputados como responsabilidade do governo local. Quase nunca é. Os próprios comerciantes do Centro Histórico explicaram a situação ao jornal.

— Nós não temos rede de esgoto aqui. Nunca houve. Então o comércio e as casas têm fossas. Mas é preciso fazer a manutenção regular. De vez em quando alguém deixa de fazer e, claro, o esgoto vaza para as ruas. É uma situação que se repete pela falta de compromisso de alguns poucos empresários — relatou um comerciante do bairro, com negócios no local há mais de 10 anos, pelo menos.

Nas redes sociais, no entanto, é quase sempre a prefeitura quem ‘apanha’, acusada pela não existência da rede coletora. Entram nos debates, além de cidadãos e turistas, personagens políticos e até representantes populares interessados em alguns minutos de fama. Sem dizer, no entanto, que a responsabilidade de prefeitura e dos comerciantes deve ser solidária. Quanto à inexistência de rede coletora, de fato, responsabilidade dos governos (de antes e de agora). Mas quanto ao vazamento, este parece ser responsabilidade de cada loja, cabendo ao município, porém, uma fiscalização mais severa destes que permitem que seus detritos sejam vazados em vias públicas.

Ao Tribuna Livre, a prefeitura de Paraty confirmou a existência desta situação e garantiu que a fiscalização dos setores de vigilância sanitária e de meio ambiente poderá ser intensificada, gerando multas e até o fechamento dos estabelecimentos infratores. A conferir.

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Publicado antes na edição 203 do jornal Tribuna Livre.

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