‘Escola de Comer’ busca voluntários para ações em Paraty

O projeto ‘Escola de Comer’, que atua no acompanhamento da elaboração da merenda escolar nas escolas públicas de Paraty inicia o ano com uma campanha para atrair voluntários que queiram tornar-se ‘padrinhos’ ou ‘madrinhas’ da merenda nas escolas da cidade. A idealizadora e uma das coordenadoras da iniciativa, a chef Ana Bueno, explica que, além de atuarem diretamente nas escolas, estes voluntários têm também a chance de ‘fazer parte’ de algo que produz o bem para a sociedade.

Segundo Ana, das 32 escolas públicas da cidade, pouco mais da metade ainda não tem ‘padrinhos’ para 2018. O número de voluntários já chegou à proporção de 25/32 mas todos os anos há uma variação. Ela explica, por exemplo, que nas escolas da zona rural e costeira poucas têm voluntários.

Apesar disso, o ‘Escola de Comer’ apresentou, em três anos de atuação, resultados expressivos. A melhoria na qualidade da merenda escolar, com reflexos no dia a dia dos alunos é reconhecido dentro e fora das escolas. O trabalho das merendeiras também foi valorizado, assim como a agricultura familiar de Paraty, que hoje conta com mais de 70 fornecedores para a merenda escolar.

— Todos têm alguma contribuição a dar e o ‘Escola de Comer’ tem uma importância para popularizar o trabalho das escolas. Todos têm que comer, não é? E a gastronomia não precisa ser algo sofisticado ou inacessível. Às vezes uma toalha de mesa limpa já faz uma diferença na vida das crianças — explica Ana.

Requisitos — A adesão dos voluntários é fundamental para garantir a manutenção do projeto. Há alguns poucos requisitos como ser morador(a) de Paraty, gostar de gastronomia e ter alguma disponibilidade já que é preciso visitar as escolas regularmente.

— Ser voluntário é compartilhar o pão, é dividir essências, os seus sabores, os seus saberes — define Ana Bueno.

No trabalho voluntário de apoio à merenda escolar, os padrinhos e madrinhas fazem visitas às escolas, verificam se o cardápio definido para o ano está sendo respeitado e dão apoio às merendeiras, avaliando as condições de trabalho e fortalecendo o vínculo com a comunidade escolar.

A participação dos voluntários no programa ‘Escola de Comer’ agrega valores para o projeto, uma vez que se alia os interesses dos voluntários às demandas da escola. Os voluntários em geral não tem custo em participar e também, claro, não são remunerados. Nas escolas mais distantes, parceiros ou a própria prefeitura oferecem o transporte.

Todos podem participar independentemente da área de atuação profissional. O mais importante é ter vontade de contribuir. Para se inscrever os interessados entram em contato com a iniciativa pelo e-mail escoladecomer@gmail.com.

Apoio — O ‘Escola de Comer’ tem o apoio da prefeitura e reúne, além dos ‘padrinhos’, professores, merendeiras, nutricionistas e agricultores familiares para garantir a merenda de qualidade aos alunos da rede pública. O programa existe desde 2015 e tem sido usado como exemplo para outras cidades que também buscam promover a alimentação saudável nas escolas.

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Publicado antes na edição 203 do jornal Tribuna Livre.

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