Vice-prefeito de Paraty assume a secretaria municipal de Saúde

Em menos de um mês, o vice-prefeito de Paraty, Luciano Vidal (MDB) (foto), transitou entre a vice-prefeitura, foi prefeito interino por duas semanas e acabou secretário municipal de Saúde. Nesta entrevista exclusiva ao Tribuna Livre, por e-mail, Vidal detalhou as razões que o fizeram aceitar o pedido do prefeito Casé Miranda (MDB).

O setor de saúde costuma ser o calcanhar de aquiles das administrações mas Vidal não teme o insucesso. Ele confia na direção e no apoio do prefeito e diz que a meta é humanizar o atendimento. Como ação imediata, buscará apoio para concluir o hospital. Leia a entrevista a seguir:

Foi uma surpresa receber o convite para assumir a secretaria de Saúde?
Vidal — Eu e o prefeito Casé temos um entrosamento muito grande. Entendi que ele estava depositando confiança em mim e aceitei o desafio. Embora eu não tenha participado diretamente das decisões mais recentes, eu acompanhei e conheço muito bem as carências da população nesta área. Afinal de contas, sou um representante do povo.

Quais foram as primeiras ações na secretaria?
Vidal — Criei uma comissão de análise e diagnóstico da secretaria de Saúde para um levantamento de todos os processos da pasta. Desde recursos humanos e compras até o andamento da Unidade de Pronto Atendimento (UPA), as unidades básicas e ações imediatas. Meu foco inicial foi fazer com que tudo tenha continuidade, para que não faltem serviços. A segunda fase será focada na questão maior, principalmente a captação de recursos. Nas minhas idas a Brasília e ao Rio de Janeiro, desde quando estava vereador, aprendi que há recursos oferecidos pelo Estado e o Governo Federal mas precisamos ir atrás. Isso se faz com projetos, planejamento e relacionamento político. Hoje temos boa relação com parlamentares que nos ajudam nisso.

E o novo hospital? Como está o andamento das obras?
Vidal — Recentemente levei essa e outras questões à presidente do Iphan, em Brasília e posteriormente no Rio, para tratar de questões legais que envolvem os órgãos. O prefeito Casé negociou com a Eletronuclear o retorno dos recursos do convênio que vai possibilitar finalizar a obra.

O senhor tem uma expectativa de prazo?
Vidal — Em no máximo 12 meses vamos entregar o hospital pronto, para trazer enorme benefício para nossa população.

Pelo que se percebe, Paraty está conseguindo realizar suas ações.
Vidal — Eu atribuo isso ao prefeito Casé, que sempre cumpriu com sua palavra e priorizou a saúde. No passado éramos exportadores de pacientes para outros municípios. Hoje é o contrário. Muitas pessoas vêm de outras cidades para serem atendidas aqui. Estamos felizes porque alcançamos a expectativa do paratiense. Atendemos cerca de 500 pessoas por dia, dobrando o número de atendimentos desde que a UPA foi inaugurada. Isso tem a ver com o aumento do nível de confiança da população no serviço. Temos 80% de aprovação numa pesquisa voluntária dentro da unidade.

O atendimento então não estaria se concentrando na UPA, ao invés de as pessoas procurarem inicialmente os postos da atenção básica, os Saúde da Família?
Vidal — Quando eu penso em saúde humanizada, creio que temos de melhorar a base. Com campanhas de prevenção, melhorias nos postos de ESF’s e gestão mais moderna. Entregamos recentemente tablets para os agentes comunitários de saúde, para automatizar parte do trabalho e agilizar o preenchimento de formulários. Com isso teremos mais tempo para os atendimentos à população. Quando se dá atenção à base, prevenimos doenças e diminuímos, de fato, os atendimentos na UPA.

E para o futuro? O que o senhor vai desenvolver para deixar como legado?
Vidal — Estou fazendo um levantamento das necessidades de exames de imagem, como ultrassonografia, tomografia e mamografia, para entender o custo/benefício em se levar as pessoas para serem atendidas em outras cidades. Vamos ver quanto custa essa operação. Temos despesas com deslocamento, combustível, alimentação, fora o desconforto ao paciente. Com esses dados em mãos, vamos saber se cabe no orçamento da cidade ter uma equipe completa para realizar esses exames aqui.

Estamos readequando o quadro de funcionários com médicos, enfermeiros, auxiliares e demais profissionais para os locais onde precisava de ajustes. Aderimos a um plano de informatização do governo federal para as unidades básicas de saúde e todas estarão conectadas ao sistemas do Sistema Único de Saúde, gerando agilidade no atendi-mento. Teremos como tomar decisões mais rápidas, com informações em tempo real.

Paraty já tem mais de 95% da população vacinada contra a febre amarela. Mas agora houve teve dois casos da doença. O que é possível fazer sobre isso?
Vidal — Minha orientação é buscarmos 100% da população vacinados. Ampliamos os horários de vacinação nos ESF’s e no Centro Integrado de Saúde (CIS). Há equipes itinerantes na rodoviária, na praça do Chafariz e bairros. Aumentamos a propaganda nas rádios e outros meios de comunicação para que todos tenham conhecimento da necessidade de se imunizar. Mas sei que em alguns casos as pessoas se recusam a tomar a vacina. Nossos agentes são incansáveis, indo a locais de difícil acesso para cumprir essa missão.

Aproveito o espaço para fazer um apelo às pessoas que ainda não se vacinaram para que revejam sua posição. A vacina é o método mais eficaz e seguro para se evitar a doença. Vamos lembrar que toda vida é importante.

E o vice-prefeito Vidal? Continua com sua agenda?
Vidal — Sim. Todas as terças atendo a população de 8h às 14h. Junto com os secretários, busco soluções para as demandas. E continuo tocando os projetos que o prefeito Casé já tinha me designado, como a questão do saneamento básico em todo o município.

Algo mais Vidal? Alguma consideração a mais?
Vidal — Agradeço ao Tribuna Livre pelo espaço. Na saúde buscaremos a humanização do atendimento.
Eu vivo a realidade do povo pois também tenho um problema de saúde dentro da minha própria família. Vejo as dificuldades e quero reverter isso. Quero trazer tranquilidade para aqueles que buscam por assistência médica, os que precisam ser atendidos por um médico ou de algum serviço de saúde. Nessa situação não tem partido ou qualquer questões política. Todos que buscam vão ter atendimento igual, de acordo com suas necessidades.
Peço o apoio da população para que a gente consiga enfrentar esse desafio, para que tenhamos um serviço de saúde cada vez melhor em nossa cidades, que é o que a nossa população merece.

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Publicado antes na edição 211 do jornal Tribuna Livre.

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