Senador Eduardo Lopes defende participação popular na política

Antes ocupando uma vaga de suplente no Senado, Eduardo Lopes assumiu o mandato de senador em definitivo em janeiro deste ano com a posse de Marcelo Crivella (PRB) na prefeitura do Rio de Janeiro. Além de representar o Rio no Senado, Lopes ainda atua como presidente nacional de seu partido, às portas da eleição de 2018. Nesta entrevista exclusiva ao Tribuna Livre, concedida em seu escritório no Rio, o senador falou sobre a esperança de crescimento do país em 2018 e garantiu apoio às demandas da Costa Verde. A seguir os principais trechos:

– Como o senhor avalia o ano de 2017? A pauta legislativa este ano está praticamente encerrada, não?
Eduardo Lopes – Na verdade nós passamos este ano de 2017 com muitas dificuldades. Na questão legislativa foi um ano realmente difícil. A Câmara dos Deputados teve que analisar duas denúncias contra o presidente e isso não é fácil, porque é um processo longo e desgastante para todos. Eu procuro sempre a convicção e a questão real e independentemente do mérito, vejo o que houve de duas formas: primeiro o processo legal que deve ser respeitado para qualquer brasileiro, em qualquer situação; e depois percebi que existia um grupo no país defendendo o ‘quanto pior, melhor’. Para mim são pessoas não comprometidas com o Brasil, com o povo. São pessoas comprometidas com seus próprios interesses e negócios. Felizmente isso passou. Vencemos e vamos virar esta página e agora retomar em ritmo acelerado. Já saimos da crise e vamos retomar o crescimento para que o povo seja beneficiado.

– O senhor acredita que 2018 será um ano melhor?
Eduardo Lopes – Tem tudo para ser melhor. Divergências políticas, debate político, acusações visando o momento eleitoral vão acontecer, certamente. Esse chumbo trocado nunca para. Acredito, não apenas por ter esperança, mas estive com o ministro da Indústria (Marcos Pereira) e ele, com os dados nacionais e internacional, me disse que os indicadores são positivos. Tanto na questão econômica como na geração de empregos, no crescimento da indústria. Semana passada, por exemplo, a taxa de juros caiu antes da votação na Câmara. Ela pode bater 7% e pode cair até 6,75%, que seria uma marca histórica. São sinais de que a economia acredita no Governo e de que o pior já passou.

– Em 2018 haverá eleição ao Senado e o eleitor está resistente aos políticos. Como convencer as pessoas de que é necessário votar e participar do processo político?
Eduardo Lopes – Claro que a política está desgastada e com muitos problemas, mas a melhor maneira é pensar no seguinte: ‘a minha ausência ou omissão no processo contribui para quê?’. Não adianta só reclamar do que está aí. Se está aí é porque o próprio povo colocou. Então o povo tem que pensar melhor no voto, com consciência, escolher bem e separar aquilo que é maldade do que é verdade. Hoje está muito fácil falar mal de uma pessoa e estragar o seu histórico, depois não conseguir provar e ficar tudo por isso mesmo, com o estrago feito. Acho que tem que participar sim porque quando alguém critica o resultado de alguma coisa eu recomendo que pergunte a si próprio o que ela fez para que aquilo tivesse resultado diferente. Temos que encarar o voto com seriedade. Essa onda do chamado ‘outsider’ da política pode amanhã ter uma resposta equivocada. O tempo poderá dizer que não será o melhor. Cada um deve ficar e atuar bem na sua área.

– Em relação a Angra e Paraty, o senhor acompanha as questões da região?
Eduardo Lopes – Angra, Paraty, Rio Claro, enfim aquela região pode contar com o apoio e o meu trabalho em Brasília. A questão mais grave, penso que seja o desafio do emprego no estaleiro. É triste você ver uma indústria que já teve quase 10 mil trabalhadores e hoje está com cerca de 2 mil. Eu vou apresentar propostas ao governo junto com outros parlamentares, em defesa do Estado do Rio. Porque creio que tenha solução e nós precisamos retomar o crescimento, o que passa pela questão do setor naval, com envolvimento da Petrobras. Meu mandato está compromissado com as demandas da região.

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Publicado antes na edição 196 do jornal Tribuna Livre.

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